
O líder do Partido Popular Monárquico (PPM), Gonçalo da Câmara Pereira, confirmou hoje o fim da Aliança Democrática (AD), que juntava os partidos PSD, CDS E PPM, assegurando que a sigla não pode ser usada.
"As promessas que nos fizeram não foram avante, vamos sozinhos. Não temos problemas, não temos complexos", assegurou o líder do PPM, vincando no entanto que a sigla AD, que "sempre foi uma sigla vencedora, não pode ser utilizada por outras pessoas sem serem estes três partidos".
Gonçalo da Câmara Pereira não tem dúvidas de que seguir com a sigla AD "seria uma injustiça e defraudar o eleitorado" e confirma que o partido vai apresentar na mesma listas para as próximas eleições legislativas.
Quando questionado pela Lusa sobre que lugares estavam a ser negociados e porventura seriam aceitáveis para o partido se manter na coligação sob a condição de que garantissem um lugar no parlamento, o líder dos monárquicos frisou que teria que ser o 14º lugar nas listas por Lisboa, porque "a partir daí seria um risco".
Mas não só Lisboa estava em cima da mesa, uma vez que Gonçalo da Câmara Pereira admitiu que foram equacionados outros círculos eleitorais desde que ficasse garantido, uma vez que não faz sentido de "três partidos, só dois terem representação"
Relembrou que nas últimas eleições legislativas de 2024 o lugar ocupado nas listas pelo PPM era o 19º e que na altura aceitaram "sabendo perfeitamente que não era elegível".
O líder do PPM apontou ainda lacunas na política ecológica, sublinhando que faltou uma chance ao partido para tratar estes temas, já que na sua opinião "ultimamente, estes últimos governos falam em ambiente e em ecologia, mas não sabem minimamente o que é que se passa, nem o que estão a fazer".
O Conselho Nacional do CDS-PP aprovou na quarta-feira uma proposta que prevê que o partido concorra às legislativas coligado com o PSD nos círculos do continente, Madeira e emigração e que o PPM se junte apenas nos Açores.
Em 2024, PSD, CDS-PP e PPM fizeram uma coligação pré-eleitoral, a Aliança Democrática (AD), que venceu as legislativas de 10 de março, por uma diferença de 50 mil votos sobre o PS.