O movimento extremista palestiniano Hamas convocou três dias de "revolta global" entre sexta-feira e domingo para protestar contra os "crimes sionistas" cometidos nos territórios palestinianos ocupados, na sequência de novos ataques israelitas contra a Faixa de Gaza.

"Sexta-feira, sábado e domingo serão dias de raiva e de mobilização global em apoio a Gaza, Jerusalém e à Mesquita de Al-Aqsa e em rejeição dos crimes sionistas", afirmou o grupo palestiniano num comunicado, segundo o diário palestiniano Filastin.

O movimento apelou aos palestinianos e aos "povos livres do mundo" para que "aumentem as atividades, as marchas, os bloqueios e os cercos às embaixadas israelitas" para "apoiar Gaza, expor os crimes da ocupação e manter a pressão global até que a agressão termine e o cerco seja levantado".

Em 18 de março, o exército israelita retomou a sua ofensiva na Faixa de Gaza após uma trégua de quase dois meses na guerra, desencadeada pelo ataque do Hamas ao sul Israel a 07 de outubro de 2023, que provocou a morte de cerca de 1.200 pessoas e fez cerca de 250 reféns, a maioria dos quais civis.

Desde que Israel retomou as operações militares, 830 pessoas foram mortas no território palestiniano cercado, de acordo com um relatório do Ministério da Saúde do governo do Hamas em Gaza hoje divulgado.

Estas mortes elevam o número total de mortos em Gaza desde o início da guerra para 50.183 pessoas.

Dos 251 reféns levados no ataque inicial, 58 ainda estão detidos na Faixa de Gaza, 34 dos quais estão mortos, segundo o exército israelita.

O Governo israelita acusou o movimento palestiniano de "rejeitar todas as ofertas" dos mediadores nas negociações para a paz, o que o Hamas rejeitou, alegando ter concordado com uma proposta apresentada por Washington.

O Hamas tem insistido em manter os termos originais do acordo de tréguas, o qual já deveria ter entrado na segunda fase, que inclui a retirada dos militares israelitas de Gaza e a paz duradoura, em troca da libertação dos reféns ainda vivos no enclave, controlado pelo movimento palestiniano desde 2007.

No entanto, Israel insistiu na necessidade de acabar com o grupo, recusando-se a iniciar contactos para esta segunda fase.´

- Com Lusa