A cidade do Porto, mais concretamente o Mercado do Bolhão, foi o local escolhido pelo Governo para a reunião do Conselho de Ministros desta quarta-feira. No final de encontro que durou quase duas horas, coube ao primeiro-ministro fazer o briefing da reunião mas em jeito de balanço de um ano de governação porque apesar de estarmos a caminho de eleições, "o Governo está em funções e a trabalhar".

Como o próprio afirmou, a reunião de hoje serviu para um "balanço das várias políticas que vimos executando", vincando que "em cerca de um quinto do tempo, foram executadas um terço das medidas previstas no programa do Governo".

Foram várias as políticas e aéreas elencadas pelo primeiro-ministro, como, aliás, tem sido hábito nos discursos no Parlamento, nas declarações ao país, ou nas reações a resultados eleitorais - como sucedeu após as eleições na Madeira. Dos impostos, à habitação, das infraestutruras à saúde, da economia ao emprego, "o Governo decidiu e executou", segundo Montenegro.

Portugal é hoje um "país com estabilidade económica, financeira, e que teve estabilidade política durante este ano, onde os portugueses viram os seus impostos baixar desde logo em sede de IRS com particular incidência na classe média e nos jovens - que gozam hoje de um regime extraordinariamente favorável". Também as empresas, prosseguiu, beneficiaram desta redução da tributação.

Mais uma vez, o chefe do Governo destacou a "valorização salarial" que apresentou como "pedra-de-toque da ação do Governo no último ano", mas também a "valorização de 17 carreiras" na Administação Pública.

Lembrando ainda que o seu Governo aumentou pensões, promoveu "alterações nas principais aéreas do serviço público", terminando, por exemplo, "com o flagelo de muitos alunos sem professor a pelo menos um disciplina", e, em simultâneo aumentando as vagas no pré-escolar.

Também na saúde, e "apesar de toda a pressão que advém do definhamento dos últimos anos", diminuiu temos de espera para cirurgias - "com especial enfoque para as mais prioritárias", e avançou com "projetos estruturantes para o país" como o novo aeroporto, a ferrovia de alta velocidade, e "projetos rodoviários estruturantes em todo o território".

"Foi um ano onde reforçamos as condições para atrair e desenvolver grandes investimentos como não há paralelo em anos anteriores em incentivos estruturantes e estratégicos", afirmouu Montenegro, dando mais uma vez o exemplo da Volkswagen que escolheu a Autoeuropa, em Palmela, para a produção do novo elétrico .


Repetindo que foi um ano em que "muitas iniciativas" que "estavam e estão no programa do Governo foram executadas", Montenegro descreveu estes últimos 12 meses como de uma governação de "ação, decisão execução e estabilidade", em que foram ainda, acrescentou, superadas "todas as expetativas do ponto de vista económico e financeiro".

"U m ano depois não só a economia cresceu mais como superavit superou mesmo a previsão mais optimista do Governo. U m ano depois, o Governo preservou e até desenvolveu a estabilidade financeira e económica, (...) o que deixa Portugal numa situação confortável no contexto internacional incerto", mas "no qual nos apresentamos como um porto seguro".

Apesar de o tom do discurso ser já de campanha eleitoral, o primeiro-ministro recusa essa ideia, garantindo que os elementos do Executivo vão fazer tudo para que ações governativas não se confundam com ações de campanha.

"Estamos a fazer o trabalho normal. Eu andei sempre na rua a falar com as pessoas, não vim aqui [ao Bolhão] fazer campanha. Tentaremos na medida do possível fazer uma diferenciação marcada daqueles que são os momentos em que estamos em funções de Governo, de outros em que estaremos investidos em funções partidárias", garantiu Luís Montenegro.

[Notícia atualizada às 13:50]