
"A população em Portugal está a envelhecer." No Dia Mundial da População em 2024, a PORDATA retratou um perfil da população portuguesa, onde há "quase o dobro dos idosos face aos jovens: são 186 idosos por cada 100 jovens."
Segundo os dados disponíveis no relatório da PORDATA em 2024, Portugal é, a par da Itália, o país da União Europeia (UE) com maior percentagem de população idosa.
A população idosa (65 anos ou +) tem aumentado 2% ao ano, desde 2019. Atualmente, são mais de 2,5 milhões de pessoas idosas, entre elas, mais de 3.000 pessoas centenárias.
Em Portugal, mais de um milhão de pessoas vivem sozinhas, e destas mais de metade (55%) são idosas, sendo o quarto país da UE com maior percentagem de idosos a viver sozinhos.
Cruz Vermelha apoia idosos isolados
Um dos grupos para os quais a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) procura “encontrar soluções eficazes, frequentemente em situação de maior vulnerabilidade, são os idosos”, registando mais de 500 mil idosos a viverem sozinhos em 2024.
O Centro de Atenção de Teleassistência da CVP recebeu 32.481 chamadas, das quais 57% tinham o propósito de “mitigar o isolamento social e garantir companhia”.
"Para milhares de idosos, a linha da Cruz Vermelha é, muitas vezes, a única voz amiga do dia.", refere a CPV.
Além disto, a instituição realizou 144.929 chamadas proativas com o objetivo “de verificar o bem-estar dos utentes e combater o isolamento social”.
Campanha de consignação de IRS 2025
Como forma de angariar fundos para manter e expandir programas essenciais como o Cartão Dá CVP e o Programa mais feliz, a CPV dá início à sua campanha de consignação de IRS 2025, com o lançamento do movimento social #APortaAoLado, que visa alertar a sociedade para o “crescimento alarmante das necessidades sociais em Portugal”.
“ Vivemos uma emergência social que se tornou estrutural. A pobreza não é mais uma condição periférica. Está no centro da vida de milhares de famílias. O que pedimos hoje à sociedade é que não olhe para o lado — porque o lado é já a porta ao lado. A resposta social não pode esperar ”, declara António Saraiva, presidente nacional da Cruz Vermelha Portuguesa .
Tal como explica o organismo, a campanha consiste na distribuição de um milhão de mensagens em caixas de correio por todo o país, com a pergunta "Quantos vizinhos conheces pelo nome". A iniciativa tem o objetivo de "apelar à mobilização cívica e despertar consciências para a realidade escondida nas comunidades".