O juiz Alexandre de Moraes tomou esta decisão na quarta-feira, para "assegurar a aplicação da lei penal", depois de se saber que o familiar de Bolsonaro, conhecido como Leo Índio, cujo passaporte tinha sido retirado, estava na Argentina.

Segundo o juiz, a viagem ao país vizinho, que não exige passaporte para brasileiros por ser membro do bloco Mercosul, mostra a intenção de Léo Índio de escapar à Justiça.

Convocados pelo STF para prestar esclarecimentos, os advogados do acusado confirmaram que Léo Índio estava fora do Brasil e informaram que ele havia solicitado o status de refugiado na Argentina.

Leo Índio é acusado de cinco crimes, incluindo o de golpe de Estado, pela participação direta nos motins de 08 de janeiro de 2023, durante os quais as sedes do STF, da Presidência e do Congresso foram vandalizadas por apoiantes de Bolsonaro.

Centenas de participantes nesses acontecimentos foram posteriormente detidos pelas forças de segurança e muitos deles foram entretanto condenados a penas de prisão que variam entre um e 17 anos.

Leo Índio é filho da irmã da primeira mulher de Bolsonaro, Rogéria Nantes Rodrigues, mãe dos três primeiros filhos de Bolsonaro, o deputado Eduardo, o senador Flávio e o vereador Carlos.

O ex-presidente é acusado de liderar, com o apoio de militares de alta patente, a tentativa de golpe contra o então Presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva.

 

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