
A médio Andreia Jacinto mostrou-se este sábado orgulhosa com a atitude demonstrada pela seleção portuguesa feminina de futebol, que perdeu por 4-2 frente à campeã mundial Espanha, na sexta-feira, para o Grupo A3 da Liga das Nações.
Já de regresso aos trabalhos, no Estádio de São Miguel, em Gondomar, as comandadas de Francisco Neto procuram tirar ilações da partida de Paços de Ferreira, de modo a poderem preparar-se para o novo duelo ibérico, que se disputa em Vigo, na próxima terça-feira, a partir das 18h00.
Andreia Jacinto considerou que o desaire português contra o atual detentor da competição se deveu a "pormenores", e que os golos espanhóis foram originados por erros próprios da equipa das quinas.
"O jogo decidiu-se pelos detalhes. Sofremos dois golos de bola parada. Qualquer erro contra estas jogadoras com quem estamos a jogar, que têm uma qualidade imensa, faz a diferença. Acho que, para o jogo em Vigo, o mais importante é isso, corrigir os detalhes, ter atenção aos pormenores, porque é aí que se faz a diferença e se decidem os jogos", constatou, em declarações à comunicação social, antes do início da sessão de treino.
A jogadora da Real Sociedad, atual sétima classificada da principal divisão de Espanha, enalteceu a capacidade das portuguesas em reagir na segunda metade, após uma desvantagem de 3-1 ao intervalo, que considera um sinal de progresso da seleção face a anos anteriores.
"É verdade que ter uma desvantagem de dois golos contra as campeãs do mundo torna o jogo mais difícil, mas acho que Portugal reagiu muito bem ao golo sofrido. Entrámos na segunda parte com a mentalidade de lutar até o final e acho que nisso estamos a crescer. Se calhar, há algum tempo, ao termos uma diferença de dois golos para uma seleção assim, não conseguíamos dar uma resposta tão boa e agora sentimos que podemos competir até o final contra estas equipas", explicou.
À semelhança da leitura do selecionador na conferência de análise ao primeiro encontro, a média, que alinhou na formação lusa até ao minuto 69, reiterou a necessidade de ter um maior volume de posse de bola, de modo a conseguir outro conforto e evitar a forte ofensiva contrária.
"Nunca é fácil fazer golos contra esse tipo de seleções e acho que é a prova do nosso crescimento, mostrámos que conseguimos criar perigo também. As situações foram sobretudo em transições, podemos ter mais bola no próximo jogo e acho que isso nos vai dar uma vantagem também. Mas estamos mais próximas, é essa ideia com que devemos ficar. Temos de estar muito orgulhosas da atitude que tivemos dentro de campo", concluiu.
Portugal ocupa, neste momento, com quatro pontos, a terceira posição do grupo A3 da Liga das Nações, atrás da campeã europeia Inglaterra, com sete, e da Espanha, com seis, superiorizando-se à Bélgica, que ainda não pontuou.