
O Estoril abrirá a 28.ª jornada da Liga com uma deslocação ao Aves SAD, adversário que, em função da posição preocupante que ocupa na tabela, se apresentará mais pressionado pela vitória, ao passo que os canarinhos ocupam posição mais tranquila. Ainda assim, Ian Cathro não permite qualquer tipo de relaxamento.
«Não vejo o mundo assim. Vou por outro cenário: imaginem que levamos quatro jogos sem ganhar e estamos em outubro. É diferente? Essa é a nossa realidade. Nunca vou viver nesse mundo, não quero viver num mundo em que quando ganhamos um jogo contra o Rio Ave e chegámos aos 34 pontos, há fogo de artifício. Isso para mim não vale nada, temos de acabar com isso. Temos de trabalhar todos os dias com uma exigência muito maior», salientou o técnico estorilista.
Cathro recusa, por isso, que o Aves SAD entre em campo com mais sede de ganhar que o Estoril. «Vamos ter duas equipas a entrar em campo num jogo que vale muito mais para nós que para o outro lado», garantiu, acrescentando que a ideia de que o mais difícil está feito ou que o primeiro objetivo foi alcançado é apenas «de alguns».
«Acho que é fácil para algumas pessoas fazer essa análise. O que digo é que nós não queremos e não podemos viver num mundo em que possamos ir a um jogo mais tranquilos por causa disto ou aquilo, porque não queremos isso, queremos muito mais e é preciso que toda a gente dentro do clube entenda e vá connosco. Respeito muito a importância e a história dos últimos anos, por exemplo, os 34 pontos, entendo, mas não pode ser assim», considera o escocês, que até elege o momento em que aceita ver pirotecnia nos céus da Amoreira.
«Na próxima vez que houver fogo de artifício é porque estamos a procurar os passaportes para fazer eliminatórias (competições europeias). Esse sim merece um momento de fogo de artifício, mas ainda não estamos aí, ainda não conseguimos nada e temos muito trabalho para fazer nestes sete jogos», rematou Ian Cathro, recusando acomodar-se na parte final da época.