Na última jornada (triunfo por 3-1 frente ao Boavista), o Gil Vicente quebrou um ciclo negativo de oito jogos sem ganhar para a Liga (sete derrotas e um empate), sendo que nesse período também foi eliminado da Taça de Portugal, perdendo em casa com o Sporting (0-1). César Peixoto compreende a importância de dar continuidade à vitória alcançada na última partida, já no dérbi minhoto com o Moreirense, este domingo.

«Uma vitória que quebrou um ciclo complicado e, claro, dá mais confiança, mas também não vamos ser a equipa mais confiante do Mundo. Temos que dar consistência ao trabalho e perceber que temos que ser uma equipa como fomos contra o Boavista. Unidos, juntos, agressivos, a ganhar as segundas bolas e a fazer faltas quando temos de fazer.»

O treinador, de 44 anos, conhece demasiado bem o adversário, pois foi o seu timoneiro até à ronda 23. No entanto, recusou a ideia de que está em vantagem em relação ao seu substituto no Moreirense.

«Não diria que é uma vantagem. Foi um gosto ser treinador deles, sempre tive uma relação ótima com os jogadores enquanto lá estive. Estávamos a fazer um bom campeonato, e estão a fazer, mas as dinâmicas mudam com um treinador diferente, as ideias são diferentes, mas também há coisas iguais porque é impossível mudar-se tudo.»

Com o triunfo na última jornada, os gilistas deram um passo importante na fuga ao lugar de play-off de descida e César Peixoto mantém total confiança na permanência.

«Dependemos apenas de nós nesta luta. Não vou esconder que é importante que os nossos adversários diretos não ganhem, mas queremos focar-nos só em nós, fazermos bem o nosso trabalho, nos jogos que temos que ganhar e nos pontos que temos que fazer.»