Na visita ao reduto do penúltimo classificado, a UD Oliveirense, o Tondela ainda sofreu mas, no final, não vacilou: com dois golos obtidos nos minutos finais, os beirões impuseram-se por 3-1 e garantiram que, pelo menos, a vantagem para a restante concorrência, de quatro pontos, irá manter-se, podendo até avolumar-se caso algum destes escorregue nas suas respetivas partidas - provisoriamente, estendeu-se para sete, mas Chaves e Vizela ainda irão jogar.

Apesar disso, até foi o conjunto oliveirense a entrar mais destemido e esteve muito perto de marcar aos 12 minutos por Zé Manuel, que apareceu na pequena área mas não conseguiu vencer o duelo com Bernardo Fontes.

A partida seguiu equilibrada nos primeiros minutos e, aos 21', o Tondela desbloqueou o marcador por Ricardo Alves, na recarga a uma primeira defesa de Nuno Macedo após canto, e este golo revelou-se suficiente para ditar a vantagem ao intervalo.

Ao controlo do resultado, o emblema beirão juntou um pouco mais de controlo da própria partida - que, por vezes, não teve no primeiro tempo apesar de comandar o marcador - e aos 56' quase avolumou por Rodrigo Ramos, que hesitou antes de rematar e possibilitou uma boa intervenção a Macedo.

Após a hora de jogo, Maranhão, aos 63', voltou a criar perigo pelo Tondela, e a a Oliveirense impôs-se, em busca pela igualdade e numa curiosa cadência de dez minutos esteve perto de o fazer aos 64', por Luís Bastos, e aos 74', por Miguel Monteiro, até finalmente o consumar aos 84' num remate potente de Mesaque Dju, servido por um passe por alto.

A equipa da casa parecia próxima de travar o líder, mas este justificou a sua condição ao reerguer-se de imediato e conquistar um penálti aos 89', que puniu mão na bola de Luís Bastos e foi convertido por Costinha.

Já em tempo de descontos, o Tondela respirou de alívio e garantiu mesmo a tranquilidade com o 1-3, por Maranhão, que surgiu solto para encostar um bom cruzamento tirado por Maviram pela esquerda.