
O presidente do Nacional revelou que assinou um acordo para a venda de 60 por cento da SAD do clube ao ACAFP, um grupo asiático de investimento, por 13 milhões de euros.
O líder do conjunto insular defende que esse é o caminho mais viável para o clube se manter na Liga, realçando, em declarações ao Jornal da Madeira, que não lhe agrada o facto de cada vez mais clubes serem geridos como empresas.
«Não que aprove o modelo, mas não posso conformar-me com o andamento e ficar fechado numa redoma sem encarar a possibilidades de dar este passo. Custa-me dar este passo e não é com grande prazer que o vou dar, mas sinto que pode ser imperativo para a sobrevivência do Nacional na Liga», disse, apontando à realidade que se vive em Portugal.
«Neste momento, à exceção dos três grandes, 90 por cento dos clubes são detidos por empresas e a diferença de estar numa escala ou na outra faz toda a diferença em termos económicos. Vamos dar este passo porque neste momento assistimos claramente a uma disputa dos campeonatos por empresas e grupos de investidores. Isso pode fazer o Nacional sentir-se filho de um Deus menor. É isso que eu quero evitar», conclui.
A venda do clube madeirense ao grupo que é proprietário de três clubes na ásia e três na Europa – Deinze, na Bélgica; Juventud Torremolinos, em Espanha e Charlton, em Inglaterra – só será confirmada se nenhum sócio se mostrar interessado em investir na SAD, numa Assembleia Geral marcada para 21 de abril.