
O Comité Executivo da UEFA é liderado por Aleksander Ceferin e composto por dezanove membros eleitos. Tem, entre outros, o poder de criar regulamentação e decidir sobre qualquer assunto fora da jurisdição do Congresso ou de outro órgão. Além disso, supervisiona a administração, define a estrutura organizacional da instituição e aprova o plano anual de negócios.
Ceferin é coadjuvado por seis vices, dez membros ordinários e oito representantes no Conselho da FIFA.
Como se percebe, não é apenas um cargo político, é uma posição estratégica no seio do organismo que gere o futebol europeu.
Para ser o mais isento possível nesta opinião, perguntei ao ChatGPT qual a importância de termos um representante nesse organismo.
A resposta:
"Ter um português no Comité Executivo da UEFA é importante por vários motivos, entre os quais se destacam:
• Defesa dos interesses do futebol português - Garante que as necessidades e desafios do futebol em Portugal são considerados nas decisões da UEFA;
• Influência nas decisões estratégicas - Participa nas decisões sobre competições europeias, regulamentos, arbitragem, direitos televisivos e outros aspetos fundamentais para o futebol europeu e nacional;
• Maior visibilidade e prestígio para Portugal – Reforça a presença do país no cenário do futebol internacional e abre portas para futuras oportunidades (clubes, treinadores e jogadores);
• Apoio ao desenvolvimento do futebol nacional – Possibilita a captação de mais investimento e incentivos para o futebol português, incluindo infraestruturas e programas de formação;
• Fortalecimento das relações institucionais – Facilita a comunicação e cooperação entre a FPF e a UEFA, garantindo maior proximidade nas decisões e eventuais benefícios para o futebol e para o país;
• Maior influência nas reformas do futebol europeu – Permite que Portugal tenha voz ativa em mudanças estruturais do futebol europeu, como a organização de competições ou as regras de fair-play financeiro;
• Possibilidade de atrair competições para Portugal – Aumenta a probabilidade do país ser escolhido para sediar eventos como finais de competições europeias ou Campeonatos da Europa."
Curiosamente, é este último ponto que está agora em causa, tendo em conta que Portugal irá co-organizar o Mundial de 2030 e candidatou-se à organização do Europeu feminino (2029).
Ter um representante nacional naquele comité não é apenas importante, é essencial para garantir que o futebol português continue dentro do maior centro de decisão da UEFA.
As eleições são na quinta-feira, 3 de abril, em Belgrado. Há onze candidatos para sete vagas.
O apoio institucional que o nosso representante necessitava esbarrou numa carta enviada às federações votantes, pelas mãos da pessoa que o indicou para o cargo dois meses antes.
A mesma que, à data da missiva, já não tinha qualquer ligação ao futebol, por estar a presidir a uma instituição cujos valores maiores são... a excelência, a amizade e o respeito.
A eleição para o Comité Executivo da UEFA de um português nunca será um triunfo pessoal, mas a vitória do futebol português e do país.
A sua não indicação será, aos olhos de todos, da responsabilidade de uma só pessoa: Fernando Gomes.