O guarda-redes Mile Svilar não esquece o Benfica, clube para onde se mudou com apenas 18 anos e que representou entre 2017 e 2022. "Teria recebido mais no Anderlecht, não foi por dinheiro que aceitei ir jogar para o Benfica. Eu era um miúdo algo impaciente e pensei que a saída da Bélgica me poderia ajudar a crescer. Depois, tanto o Ederson como o Oblak tinham crescido lá e tornaram-se dois grandes guarda-redes, portanto imaginei que poderia repetir o percurso deles", afirmou Svilar em entrevista ao 'Corriere dello Sport'.

Depois de acabar contrato com os encarnados, o internacional sérvio, de 25 anos, seguiu para a Roma onde os primeiros tempos não foram nada fáceis (fez apenas 4 jogos na época de estreia) mas teve paciência e acabou por conquistar o seu espaço sem nunca pensar em sair do clube. "Sabia que mais cedo ou mais tarde chegaria o meu momento, nunca pensei em mudar-me. No Benfica, às vezes, pensava em mudar, mas aqui não", garantiu Svilar.

Esses tempos mais complicados em Roma foram com José Mourinho no comando técnico, técnico que curiosamente o havia elogiado bastante aquando do triunfo (1-0) do Manchester United na Luz, a 18 de outubro de 2017, com um golo em que o jovem guarda-redes teve responsabilidades. "Já tinha isso previsto e não tenho nada contra o Mourinho, que tinha as suas hierarquias e preferiu apostar no Rui Patrício, um jogador de topo que me ajudou muito depois", frisou, recordando que foi utilizado na jogo de despedida do técnico português. "Penso que se não tivesse havido a mudança de treinador não teria sido promovido de forma definitiva", admitiu.

Na hora de apontar um técnico que o tenha marcado, Svilar nem hesita. "De Rossi foi o treinador mais importante da minha vida e jamais esquecerei o que fez por mim. Desde o primeiro treino, em que me informou que eu não iria jogar, mas disse-me que acreditava em mim. Antes dele, em sete anos, nunca ninguém me tinha explicado uma decisão técnica", afirmou.