
A Volta à Flandres começa este domingo a edição de 2025 num clima de profundo luto. Dois participantes da prova amadora, realizada este sábado, como um aperitivo para a prova profissional, morreram.
O primeiro, cuja identidade não foi revelada, sofreu uma queda na cidade de Maarkedal. Apesar da rápida intervenção dos serviços médicos, não foi possível reanimá-lo. «Apesar dos esforços, morreu ainda no local com uma paragem cardíaca», confirmou Gert Van Goolen, porta-voz da organização.
Mas a tragédia, no entanto, não ficou por aí. Segundo o jornal belga Het Laatste Nieuws, um segundo participante, de nacionalidade francesa, também perdeu a vida nas imediações do Quaremont, perto do emblemático Kluisberg.
Além destes fatídicos acontecimentos, há um terceiro incidente grave reportado: outro ciclista teve de ser evacuado de helicóptero após um acidente no Oude Kwaremont. Paralelamente, foram contabilizadas dezenas de quedas com várias fraturas, naquilo que a organização descreveu como «situações inevitáveis» dadas as características do percurso e a massividade da prova.
Esta trágica notícia ofusca o ambiente festivo que normalmente rodeia De Ronde, uma corrida que transcende o desporto e é vivida com paixão quase religiosa na Flandres, onde o duelo entre Tadej Pogacar e Mathieu Van der Poel promete ser um novo capítulo da crescente rivalidade entre os dois corredores. O duelo 'Pogi contra MVDP' é um dos mais animados da modalidade, até porque ambos passaram a profissionais no mesmo ano, em 2019, e tiveram um início de carreira promissor embora em planos diferentes.
Se Van der Poel, de 30 anos, começou a brilhar no ciclo crosse, e depois em corridas de um dia, como a Flandres, um dos territórios prediletos, Pogacar, fenómeno de precocidade, afirmou-se primeiro como corredor de grandes voltas, com a primeira vitória no Tour em 2020.
E se o grande rival de Van der Poel se chama Wout Van Aert, Pogacar luta contra Primoz Roglic e Jonas Vingegaard. Contudo, ninguém dúvida de como será animada a corrida de amanhã.