Nasceu em janeiro de 1989, em Lisboa. Era o “nerd” da família, fascinado por dinossauros e fã de Harry Potter, que aos 13 anos tinha uma escola de magia online. Em criança sabia o nome de todos os reis de Portugal e dizia à mãe que queria ser monárquico. Quando lhe perguntavam porquê respondia: “porque não há corrupção”, conta.

Matilde Fieschi

Matilde Fieschi

Em casa, os pais sempre fomentaram o pensamento crítico, na escola foi sempre um bom aluno - “até ao sexto ano”- mas a adolescência foi "difícil", confessa. Estudou nos Salesianos de Lisboa, uma escola conservadora e católica, onde não era fácil "distinguir o certo do errado" e assumir que era gay. “Crescer LGBT é ser educado para a vergonha, num contexto como o português”, recorda.

Os pais queriam que tivesse seguido Direito, mas licenciou-se em História. Mais tarde, a paixão pela comunicação e pelo teatro falou mais alto e fez o mestrado aos 32 anos, em Inglaterra. É filho de Júlia Pinheiro e Rui Pêgo e nesta conversa confessa que a visibilidade dos pais ajudou-o em muito, mas também o tornou um alvo.

Rui Maria Pêgo é o convidado do novo episódio do Geração 80, conduzido por Francisco Pedro Balsemão. Ouça aqui.

Matilde Fieschi

Expresso

Livres e sonhadores, os anos 80 em Portugal foram marcados pela consolidação da democracia e uma abertura ao mundo impulsionada pela adesão à CEE. Foram anos de grande criatividade, cujo impacto ainda hoje perdura. Apesar dos bigodes, dos chumaços e das permanentes, os anos 80 deram ao mundo a melhor colheita de sempre? Neste podcast, damos voz a uma série de portugueses nascidos nessa década brilhante, num regresso ao futuro guiado por Francisco Pedro Balsemão, nascido em 1980.