Max Verstappen sugeriu que a Red Bull deveria concentrar-se em resolver os problemas que afetam o desempenho do carro de 2025, em vez de se preocupar com quem é o segundo piloto da equipa.

O piloto neerlandês referia-se à substituição do estreante Liam Lawson, despromovido para a Racing Bulls, pelo japonês Yuki Tsunoda, que alinhava na equipa secundária do construtor austríaco, a partir do Grande Prémio do Japão, este fim de semana.

«Creio que o nosso principal problema é o carro, que não está como queremos que esteja. Toda a gente na equipa sabe isso, e também é o meu foco, honestamente. Porque assim que o carro estiver mais competitivo e fácil de conduzir em geral, creio que a competitividade do segundo carro surgirá naturalmente», afirmou o piloto neerlandês.

«O Liam [Lawson] fez onze corridas, ou algo assim, no total [antes de 2025], mas em períodos de tempo diferentes. Considero que o início da temporada é muito difícil para os rookies, porque ainda não competiram na maioria das pistas ou fizeram-nos apenas num fim de semana de sprint. Todos estes cenários não ajudam», explicou o tetracampeão.

Após ter passado muito tempo na fábrica da Red Bull, no Reino Unido, na quinzena que mediou o GP da China e o do Japão, a analisar e tentar resolver os problemas de instabilidade do seu carro com os engenheiros da equipa, Verstappen disse que não é apenas uma anomalia a contribuir para que o RB21 tenha comportamento instável.

«O carro torna-se mais nervoso e instável em diferentes fases das curvas», explicou. «Penso que é uma conjugação de muitas coisas. Depende também da velocidade da curva, do asfalto, dos pneus, do sobreaquecimento, dos ressaltos, dos corredores... Algumas pistas são mais limitativas do que outras. Alguns problemas são mais fáceis de resolver do que outros. Todos estão a esforçar-se ao máximo para tornar o carro mais rápido», revelou Verstappen.