A Polícia Judiciária (PJ) está a realizar uma megaoperação de buscas no Banco de Portugal, EPAL, Instituto dos Registos e do Notariado (IRN), BUPi (Balcão Único do Prédio), Secretaria-Geral do Ministério da Justiça e noutros organismos públicos.

Há suspeitas de crimes de corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio, abuso de poder, falsidade informática, fraude na obtenção de subsídio, fraude fiscal e branqueamento de capitais.

Nas buscas, que decorrem na grande Lisboa, Porto e Braga, estão envolvidos cerca de 250 inspetores, dois juízes de instrução, três magistrados do Ministério Público e 50 especialistas de polícia científica, revela a PJ em comunicado.

De acordo com a Polícia Judiciária, as diligências da operação Pactum "decorrem em domicílios, escritórios de contabilidade, sedes de sociedades, Institutos Públicos e outros serviços do Estado".

"Estas buscas destinam-se à recolha de informação relacionada com funcionários desses serviços e não visavam decisores políticos", pode ler-se no comunicado.

Entre 2017 e 2025, os suspeitos terão viciado "dezenas de procedimentos de contratação pública e privada" num valor de pelo menos 17 milhões de euros.

A ministra da Justiça já reagiu. Numa declaração enviada à SIC, Rita Júdice mostrou-se surpreendida com as notícias sobre as buscas e pediu às entidades visadas "um reporte factual sobre as operações inspetivas, determinando que seja prestado todo o apoio necessário aos inspetores".

Também o Banco de Portugal já se pronunciou sobre as buscas. Numa nota publicada no site oficial, confirma que está a ser alvo de uma operação da PJ e diz estar a colaborar com as autoridades.